Vitamina D

O sol é responsável por grande parte da vida na terra. Tanto nós, seres humanos, quanto animais, plantas, necessitam da luz solar.

Já repararam que em dias cinzas podemos nos sentir mais “tristes”? Os raios de sol trazem energia e contribuem para manutenção da saúde física e mental/emocional.

O estilo Paleolítico, baseado no modo de vida do homem das cavernas, nos tempos primitivos, numa época conhecida como “Era Paleolítica” – ou Idade da Pedra, a civilização era “caçadora-coletora”, ou seja, a sobrevivência era calcada na caça, pesca e extrativismo rudimentar.

Além da questão alimentar, o ser humano vivia em movimento, exposto ao sol diariamente, ou seja um “habitat naturalmente propício para a produção de um elemento vital para a saúde humana: a vitamina D.

É sobre esse hormônio que iremos falar nos próximos dias. A vitamina D é metabolizada no organismo (pelo fígado e rins).

Ela pertence ao grupo das lipossolúveis (derivada do colesterol). Além disso, é um importante nutriente responsável por auxiliar a fixação do cálcio nos ossos.

A Vitamina D tem papel fundamental no fortalecimento do sistema imunológico – ela ativa e desativa determinados genes e processos que o corpo mantem para regular a saúde do organismo, como o processo de interação das células como linfócitos e os macrófagos.

Ficou confuso? Vamos entender isso!

Os linfócitos – glóbulos brancos do sangue – são como “soldados de defesa” do nosso organismo.

E, os macrófagos, por sua vez, são responsáveis pela “limpeza”. Após os “soldados” matarem os corpos estranhos (antígenos) que podem afetar nosso sistema imune, os macrófagos vão lá e os removem de nosso corpo. (a chamada fagocitose – quem se lembra das aulas de biologia celular?!).

Com isso, podemos compreender que se trata de uma ferramenta que tem potencial preventivo das autoimunes

Vitamina D e o Cansaço

Você sabia que a deficiência de vitamina D é um problema de saúde global causado principalmente pela exposição insuficiente à luz solar?

Estima-se que 1 bilhão de pessoas tenham deficiência ou insuficiência de vitamina D em todo o mundo, sendo inclusive mais prevalente entre os idosos.

Será que você faz parte desse grupo? Como observamos na postagem de segunda-feira “Vitamina D e a evolução da humanidade”, a vitamina D trata-se de um hormônio que tem como fontes principais alimentos (como peixes gordurosos) ou fabricada após a exposição da pele ao sol.

O cansaço ou a fadiga pode ser sinal de falta desse hormônio no organismo.

Embora sejam considerados indicativos, o que ocorre é que essas condições nem sempre são relacionadas com a baixa da vitamina D no corpo.

Sabemos que a fadiga pode ser resultado de inúmeras condições clínicas, mas não se pode ignorar a questão da vitamina D, sobretudo se há indicativo de sonolência diurna, dor musculoesquelética sem causa aparente ou mesmo hábitos de vida que limitam a exposição aos raios solares – o que por si só já denota baixa fonte de produção dessa vitamina no organismo.

O cansaço, especialmente neuromuscular, está amplamente ligado à hipovitaminose D.

Esse hormônio desempenha importante papel na atividade neuromuscular.

Por isso, na medida em que você tem baixa de vitamina D pode haver piora de disposição física e muscular.

Ontem, inclusive, falamos de doenças autoimunes e a osteoporose, que é comum ver as pessoas atentas à ingesta de cálcio para combater a doença, mas sem dar a devida importância à vitamina D, que é a responsável por carregar o cálcio do sangue para o osso.

E Agora, entendam que não adianta querer justificar um organismo fragilizado como decorrente de deficiência de vitamina D. Compreenda que vitamina D é importante sim, mas não resolve tudo sozinha, tão pouco faz “mágica”.

Portanto, trata-se de um conjunto de fatores que irá lhe trazer disposição e fortalecer o organismo, combatendo inclusive o cansaço e a fadiga.

O caminho é equilíbrio corpo, mente e espírito, conquistado por meio de alimentação e intestino saudável, prática de exercícios, manejo do estresse e do sono.

Vitamina D e a Obesidade

A relação entre vitamina D e obesidade compreende o fato de que pessoas obesas podem apresentar baixos níveis desse hormônio.

É preciso entender que o déficit de vitamina D não gera sobrepeso, mas o contrário pode ser verdadeiro. O sobrepeso leva a hipovitaminose.

Foi o que observou um grande estudo de análise genética realizado com mais de 42 mil pessoas.

Os pesquisadores descobriram que a obesidade pode reduzir os níveis de vitamina D, isso porque pessoas que carregam os genes que predispõem o sobrepeso também podem ter dificuldade de absorver o hormônio.

Ainda é preciso estabelecer com mais clareza a conexão entre causa e efeito.

O que tem sido observado é que como a vitamina D é solúvel em gordura, ela pode estar sendo retida pelo tecido adiposo, o que levaria a uma menor quantidade de vitamina D chegando à corrente sanguínea.

Obesidade, por si só, é considerada um problema de saúde pública mundial.

O excesso de acúmulo de gordura corporal aumenta o risco aumentado risco de doenças como coronariana, hipertensão, síndrome metabólica, osteoartrite, diabetes mellitus e outras tantas comorbidades.

Se somada a uma baixa de vitamina D, pode agravar a saúde, visto que como temos abordado nessa série sobre a vitamina D, esse hormônio é considerado vital para o bom funcionamento das funções do organismo.

Entre as medidas que podem ser adotadas para melhorar a saúde é procurar suporte para ressignificar a relação com a comida. Entender o que aciona os gatilhos de fome e redirecioná-los.

Isso somado a prática de atividades são ferramentas que podem conduzir a uma reversão do quadro de obesidade.

A exposição ao sol bem como se necessária a suplementação de vitamina D podem ser medidas importantes para auxiliar na saúde geral de quem está em sobrepeso.

De novo repito que de nada adianta investir em aumentar os níveis de vitamina D se não houver atitudes que contribuam com o tratamento da obesidade.

Vitamina D e a Cognição

Além da saúde óssea, a vitamina D também tem impacto na manutenção de condições consideradas “não-esqueléticas”, como doenças cardiovasculares, câncer, derrame, doenças autoimunes e distúrbios metabólicos, incluindo diabetes.

Além disso, estudos têm demonstrado que o comprometimento cognitivo e a demência agora devem ser adicionados a essa lista.

Entende-se por transtornos cognitivos aqueles ligados à capacidade de nossa mente de realizar tarefas como se concentrar, de linguagem, fala, capacidade motora, de memória e, até mesmo, quadros ligados a doenças como Alzheimer.

Sim, isso porque baixas concentrações de vitamina D podem aumentar o risco de declínio cognitivo.

Isso ocorre pois os receptores desse hormônio estão disseminados também no tecido cerebral e a forma biologicamente ativa da vitamina tem efeitos neuroprotetores, incluindo das placas amilóides, uma característica da Doença de Alzheimer.

Até o momento, a maioria dos estudos em humanos que relatam associações entre vitamina D e cognição ou demência apontam para o fato de que o déficit pode impactar na progressão da doença.

Vocês têm noção do quanto esse hormônio é indispensável para nós?

Não é à toa que sua maior fonte de obtenção provem do sol, ou seja, de livre acesso às pessoas, sobretudo aqui no Brasil, um país tropical, em que os raios solares incidem na maior parte dos dias do ano.

Na maioria dos indivíduos, mais de 90% da vitamina D sérica é produzida pela pele em resposta à exposição solar, já que as fontes alimentares, como peixes oleosos, contêm apenas quantidades modestas.

Detalhe: quando falo para se expor ao sol, não estou dizendo para torrar horas e horas, mas sim para ficar de 10 a 15 minutos por dia – entre 10h e 15h – com braços e pernas livres para que a pele possa ter condição de metabolizar vitamina D e enviá-la ao organismo.

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